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Não Fui



eu não fui a noite que te adormeceu, nem o cobertor que te aqueceu. Não fui o sol da manha, não fui o teu despertar, eu fui um olhar distante, um horizonte onde a incerteza acampa, e o medo paira, um momento estranho, uma combustão de sentimentos e...Eu estou escrevendo não procurando sentido, estou escrevendo não procurando motivos, estou apenas colocando palavras no ar, palavras essas que são profundas demais pra não serem ditas, as palavras que não falam só as escritas, mas escritas martelam a mente, as escritas no livro do pensamento, e esse soberano voa sem rumos sem destinos, queria eu domina-lo, agarra-lo em sua pressa! Fragmenta-lo em sua força, e dominar EU não ele, mas o tempo é espaço, descobri que nunca estamos no mesmo espaço, é eu também gosto dessas coisas paradoxais, essas enzimas da nossa mente que povoam o espaço de palavras que correm para nossas entranhas, onde jaz um mar de palavras, por vezes inquieto, movido pelo vento interno das coisas que não podemos dizer, das nossas inverdades, das nossas estranhices, quem somos? Palavras? Supomos apenas supomos, é que os homens contendem nas suas protuberâncias desconexas, em suas variantes que não precisam dizer coisa alguma, se o teu sentimento estiver a flor da pele, você não precisa entender essas palavras você vai enxergar um quadro pintado, e isso é o bastante, o que esse quadro te diz? Por que ele te absorve? Absorve-te, mas não te completa, te rodeia, mas não te alcança, te mira, mas acaba fugindo, tudo porque o rio segue, o mar se acaba no oceano, e nós somos mais que um oceano de palavras.



Autor:Lelo Camillo

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QUANDO DEUS ME OLHA

Humildimente servo Eleázer Souza

Quando ele me olha não vê o super cristão
Quando ele me olha não sou o super protegido
Quando ele me olha não sou o mais santo, o mais perfeito
Não vê aquilo que queria que eu fosse
Não vê um homem merecedor de glórias
Quando ele me olha não vê um grande homem, mas um grande pecador
Quando ele me olha . Ah quando ele me olha!
Seu olhar se enche de compaixão porque em mim não há bem algum
Em mim não há poder
Em minhas palavras não há poder,não sou portador de grandes dons
Não faço cair fogo do céu
Não transformo água em vinho
Não transformo pedra em pão
Não transformo noite em dia
Não posso apagar meus pecados
Sou apenas EU
E quem sou eu?
Uma criatura formada com grande amor mas desvirtuada não guardei a inocência inicial
Não guardei os dez mandamentos, não guardei todos seus ensinos
Não entendi todas suas palavras, não fiz tudo que era preciso
Não estive em todos lugares que tinha que estar
Não ouvi tudo,não guardei tudo, entendi pouco
Estou nu diante d…

baseado nos escritos de Salomão

o tudo/ Eleázer Souza- autor


TUDO QUE É NOVO JÁ FOI VELHO
TUDO QUE PASSA JÁ FOI ETERNO
TUDO QUE É JÁ FOI PRA SEMPRE
TODO SEMPRE É ETERNAMENTE
TODA MANHA JÁ FOI UMA TARDE
TODA TRISTEZA JÁ FOI UM DIA
TODA ALEGRIA TODA ALEGRIA
TUDO QUE VEJO NEM TUDO EXISTE
NEM TUDO QUE TOCO FAÇO PARTE
NEM TODA PARTE FAZ PARTE DO TODO
NADA É SÓ, NADA É TUDO
NADA É DE MENOS QUE NÃO TENHA ESPAÇO
NADA QUE EU DIGA NADA QUE EU FAÇO
NADA QUE É FEIO NÃO É ETERNO
NA METADE DO MEIO
NO MEIO DO INVERNO
NADA QUE EU TENTE
NADA QUE EU PENSE
TUDO JÁ FOI ETERNAMENTE
TUDO ESCRITO TUDO PASSADO
TODO DESIGNO TUDO ULTRAJADO
TUDO É NOVO, “NADA” É VELHO
TODO PROCESSO DO ESCARAVELHO
TODA VERDADE TODA MENTIRA
TODA SAUDADE DA POESIA
TODO ESCRITO, TODO DESFECHO
TUDO TERMINA TUDO QUE EU DEIXO
NADA QUE EU POSSA
E TUDO QUE EU SINTA
VAI VOAR POR AÍ
VAI ACHAR SEU LUGAR
E VAI PASSAR, PRA SER ETERNO
VAI SER ETERNO PRA TER UM FIM.

O CICLO CONTINUA

O Ciclo/ Eleazer Souza- autor

Pois bem, estou sempre querendo escrever algo interessante, isso é pra mim é um desafio, não consigo vencer a barreira do crescimento, mas vou indo meio que atrás, exaustivo catando fios de curiosidades dessa mega conjunção apocalíptica.
Não posso dizer todo dia, mas a cada instante o homem vai incrementando seu mundo comportamental, e me parece que repensar é um verbo necessário pra toda hora.
Com isso nossas tradições vão sendo vencidas, vão sendo exauridas na contrapartida de não podermos ter laços muito fortes.
Isso traz uma interpretação de infidelidade, pois já não temos certezas do que estamos buscando ou correndo atrás; sobreviver, viver, sonhar, ou se o ciclo se repete na construção pré fragilizada da nossa existência na linha do tempo.
Esse tempo que soberano é, o mesmo em que vivera vidas passadas, outrora sonhadora passiva de um ideal eterno, onde no berço da memória repousam a mente exausta.
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