O CICLO CONTINUA



O Ciclo/ Eleazer Souza- autor

Pois bem, estou sempre querendo escrever algo interessante, isso é pra mim é um desafio, não consigo vencer a barreira do crescimento, mas vou indo meio que atrás, exaustivo catando fios de curiosidades dessa mega conjunção apocalíptica.
Não posso dizer todo dia, mas a cada instante o homem vai incrementando seu mundo comportamental, e me parece que repensar é um verbo necessário pra toda hora.
Com isso nossas tradições vão sendo vencidas, vão sendo exauridas na contrapartida de não podermos ter laços muito fortes.
Isso traz uma interpretação de infidelidade, pois já não temos certezas do que estamos buscando ou correndo atrás; sobreviver, viver, sonhar, ou se o ciclo se repete na construção pré fragilizada da nossa existência na linha do tempo.
Esse tempo que soberano é, o mesmo em que vivera vidas passadas, outrora sonhadora passiva de um ideal eterno, onde no berço da memória repousam a mente exausta.
Ca vamos nós trilhando nossas estradas, fazendo história, um turbilhão de pensamentos, confrontando ideais de uma geração. Pondo em debate tudo que seja passível de argumentação, talvez seja o nosso medo contribuinte de procurarmos outras estradas, e desprezar os velhos trilhos pisados pelos antigos.
Quem haverá de estar certo, quem haverá de ser sano? Toda normalidade depende de um consenso e todo consenso de uma junção, toda junção de um grupo de idéias e toda idéia pode ser deliberadamente debatida, questionada, vencida e ou ultrapassada.
Aí surgirão novos conceitos, uma nova ordem, e na construção desse novo ideal o mundo vai sofrendo um caos nos confrontos dos meios.
Será realmente preciso ou estamos todos equivocados com tudo, com a própria existência com nossas buscas? Onde foi que nossa sociedade se perdeu de Deus? Onde fora que resolveram deixar Jesus em algum templo, e seguir viagem para as coisas postas que mais urgentes. Diriam os céticos; “Onde foi que o homem criou um Deus”, ou talvez os orientais, mas quem é esse Deus do Ocidente? Ate mesmo os índios questionariam: Tem um “Deus” o cara pálida?
O ciclo, a rotina, o cansaço, o desprezo, o novo o velho, a noite o dia, o preto o branco, a sucessão, a lógica, a ética, a botânica, a biologia, a antropologia, a filosofia, a ignorância, a sabedoria, o berço, o tumulo, o profano o sagrado, o servo, o escravo, o senhor, o doutor, o mendigo, o rico, o pobre e tudo que há ou que pensamos que há.
Que na idéia do abstrato nossas certezas não esbarrem nas paredes concretas do sobrenatural, que não nos percamos nas distancias dos ideais. Que o ciclo que não se acabe.

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